K2 Sistemas - Empresa de Consultoria em Tecnologia de Informação, Rio de Janeiro - Brasil.

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O mapa da tragédia no trânsito do Rio.

Patrícia Melo e Souza
O DIA, Informática Etc, 23 de novembro de 2003

Se tiver que cruzar a Avenida Presidente Vargas, não escolha a sexta-feira. A possibilidade de choque é quase três vezes maior nesse dia que num domingo, por exemplo. Mas dobre a atenção entre a Rua Benedito Hipólito e a Avenida 31 de Março: esse é o local onde mais pessoas são atropeladas na cidade. No período estudado, foram quase 50.

O secretário municipal de Transportes, Arolde de Oliveira, determinará onde ficarão os 220 novos sinais de trânsito, lombadas eletrônicas e radares. Os dados também serão entregues à Guarda Municipal, para reforço na fiscalização. "Antes, trabalhávamos com estatísticas desencontradas. Pela primeira vez, iniciamos um levantamento técnico profundo", explicou.

Avenida Brasil, na altura da Rua Luiz Coutinho Cavalcanti, em Guadalupe, não tem muretas de proteção das pistas. Motos, pedestres e bicicletas cruzam de um lado a outro no meio do trânsito. Devido ao grande número de acidentes, o local ganhou o apelido de esquina da morte.

No ranking das vias mais perigosas da cidade, a Avenida Brasil ostenta o triste posto de campeã, com 814 acidentes em 11 meses. O cruzamento com a Rua Luiz Coutinho, em Guadalupe, ganhou o apelido de esquina da morte devido ao recorde de colisões: 60. No local, motos e carros atravessam a pista em alta velocidade. "As pessoas não usam as passarelas porque acham que estão distantes. Motoqueiros também se arriscam. Já cansei de ver cliente meu estendido no chão. Hoje, quando avisam, nem vou olhar o corpo", afirma o atendente da Confeitaria Nossa Senhora de Guadalupe, Jorge da Silva, 56 anos, 26 de balcão.

Avenida das Américas ocupa segundo lugar na lista das vias onde há mais acidentes.

A Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, aparece como a segunda pista de maior risco na cidade, com 382 acidentes. Mas o pior trecho do bairro fica no encontro da Avenida Ayrton Senna com o acesso à Avenida Sernambetiba, em frente ao Terminal Alvorada. Diariamente, os pedestres se jogam na frente dos carros, ignorando as duas passarelas próximas, na pressa de pegar os ônibus. A doméstica Luciana Gracie de Araújo Rosa, 21 anos, não tem medo do tráfego intenso. ?Ladrões quebraram a iluminação das passarelas para ficar escuro. O jeito é ficar na calçada até formar um grupo de 20 pessoas. Quando dá, vamos entre os carros. É mais seguro?, frisa Luciana, para logo depois sair correndo pelo meio da pista, ainda dando tchau e olhando para trás.

A prefeitura também estudou as áreas das escolas municipais e descobriu números que reprovariam qualquer policiamento de trânsito. Nas proximidades da Escola Municipal Tia Ciata, na Praça 11, ocorreram 134 acidentes. Atualmente, a unidade está em obras. A segurança da Escola Municipal Ministro Edgard Romero, na avenida de mesmo nome, em Madureira, também merece ficar em recuperação: foram 118 casos. Apesar da rua estreita, a diretora da unidade, Fátima Torres, conta que a proximidade com o Mercadão de Madureira torna o trânsito confuso. "Todo dia, tem acidente. É muita gente circulando, muito caminhão. Além das obras que atrapalham, vivem invertendo as mãos das ruas, confundindo pedestres e motoristas", afirma.

A escola municipal Ministro Edgard Romero, em Madureira, ganha medalha de prata no ranking da falta de segurança no trânsito. A proximidade com o Mercadão de Madureira torna o movimento de veículos constante, o que acabou acarretando 118 acidentes nas ruas da área.

Analisando o perfil das vítimas, o Caviar mostra que, na faixa dos 18 aos 59 anos, os homens têm até três vezes mais chances de se envolver em tragédias no trânsito. Sábado é o dia da semana em que mais acontecem acidentes. Já o horário de maior risco está entre 18h e 21h.

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